"As bibliotecas são estruturas nucleares na escola, dotadas de recursos, serviços e tecnologias, capazes de contribuir para o enriquecimento do currículo e das práticas docentes. São espaços onde se lê, se tem acesso a todo o tipo de documentos, se pesquisa, se usa informação e se exploram ambientes, recursos e técnicas de aprendizagem diversificados." (Programa Rede de Bibliotecas Escolares. Quadro estratégico: 2014-2020)
terça-feira, 26 de fevereiro de 2019
domingo, 17 de fevereiro de 2019
CONCURSO NACIONAL DE LEITURA
- fase municipal
Decorreu no dia 14 de fevereiro a fase municipal do CNL do concelho de Pombal. A Biblioteca Municipal foi a anfitriã. As obras a ler eram: A maior flor do mundo (1º ciclo); A família que não cabia dentro de casa (2º ciclo); O romance de Rita R. (3º ciclo) e Só resta o amor (Secundário). Os alunos do AE Guia tiveram uma excelente prestação: temos três apurados para a fase intermunicipal a realizar no dia 30 de abril em Pedrogão Grande: a Matilde (1º ciclo - CE Vieirinhos); o Gonçalo (2º ciclo) e a Fátima (3º ciclo).
Foi um dia muito preenchido: 2 provas de manhã (questionário e argumentação); animação (pequena encenação onde se deu a conhecer várias lendas de Pombal); almoço no refeitório da Câmara; prova de leitura expressiva; lanche; entrega de prémios…
E, VIVA A LEITURA!
AMOR e NOT LOVE: a Semana dos Afetos no AE Guia
A Semana dos Afetos do nosso Agrupamento contou com várias atividades desenvolvidas em várias áreas disciplinares.
A exposição na biblioteca da escola sede versou os lenços de namorados.
Estes serviram de pretexto a uma atividade com o 2º ciclo e 7º ano (algumas turmas) -

a reescrita das mensagens sem erros ortográficos e uma apresentação gráfica diferente.
A Semana dos Afetos do nosso Agrupamento contou com várias atividades desenvolvidas em várias áreas disciplinares.
A Biblioteca Escolar esteve presente em muitas delas.
No 1º ciclo os livros trabalhados foram O casamento da Gata de Luísa Ducla Soar
es e O que é o amor? de José Jorge Letria. Fizeram-se corações; pesquisaram-se pares famosos nas histórias infantis…
es e O que é o amor? de José Jorge Letria. Fizeram-se corações; pesquisaram-se pares famosos nas histórias infantis…
Ao longo da semana elementos do Clube de Leitura andaram a ler poesias de amor: nas salas de aula, na sala de professores, nos serviços administrativos, na palestra sobre o Lado Negro do Amor (realização do CATL e PES).
A exposição na biblioteca da escola sede versou os lenços de namorados.
Estes serviram de pretexto a uma atividade com o 2º ciclo e 7º ano (algumas turmas) -
a reescrita das mensagens sem erros ortográficos e uma apresentação gráfica diferente.
domingo, 10 de fevereiro de 2019
Lenços de namorados
O lenço de namorado faz parte do
nosso património cultural; invenção original, deliciosa e comovente do espírito
minhoto, estes lenços popularizaram-se a partir do séc. XIX. As meninas finas
tendiam a bordá-los a ponto cruz, já as moçoilas do povo preferiram o
pé-de-flor e o de cadeia. Obra de rapariga casadoira, o lenço era uma
declaração de amor íntima oferecida ao rapaz que desejava (o conversado).
Aceitando o namoro, o rapaz atava o lenço ao pescoço sobre o fato de domingo,
exibindo-o com orgulho. Não sendo correspondida, este devolvia o lenço. O lenço
expressa os sentimentos da moça, manifestados através do bordado de símbolos: a
pomba representa a fidelidade; a silva significa a prisão amorosa; a chave simboliza a união de dois
corações; as flores a alegria e a cruz e /ou as alianças o casamento. E depois o texto: uma quadra ou frase singela
quase sempre ponteada de erros ortográficos, fruto da baixa literacia da época
e de quem o escrevia e utilizando uma grafia oralizada à moda nortenha (ex: buando em vez de voando; bir em vez de
vir…).
O lenço de namorado faz parte do
nosso património cultural; invenção original, deliciosa e comovente do espírito
minhoto, estes lenços popularizaram-se a partir do séc. XIX. As meninas finas
tendiam a bordá-los a ponto cruz, já as moçoilas do povo preferiram o
pé-de-flor e o de cadeia. Obra de rapariga casadoira, o lenço era uma
declaração de amor íntima oferecida ao rapaz que desejava (o conversado).
Aceitando o namoro, o rapaz atava o lenço ao pescoço sobre o fato de domingo,
exibindo-o com orgulho. Não sendo correspondida, este devolvia o lenço. O lenço
expressa os sentimentos da moça, manifestados através do bordado de símbolos: a
pomba representa a fidelidade; a silva significa a prisão amorosa; a chave simboliza a união de dois
corações; as flores a alegria e a cruz e /ou as alianças o casamento. E depois o texto: uma quadra ou frase singela
quase sempre ponteada de erros ortográficos, fruto da baixa literacia da época
e de quem o escrevia e utilizando uma grafia oralizada à moda nortenha (ex: buando em vez de voando; bir em vez de
vir…).
Fonte:
https://www.avidaportuguesa.com/marcas/lencos-dos-namorados_82 (acedido a 4-02-2019)
Dia de S. Valentim. Porquê?
Entre a lenda e a história diz-se que, na longínqua Roma do imperador Cláudio II, foram proibidos, por este, os casamentos para que, assim, houvesse maior disponibilidade de homens para o exército. Estava-se no século III d. C. Ora um certo sacerdote, de nome Valentim, desrespeitou o decreto imperial e realizou casamentos. Tal ato valeu-lhe a prisão, a tortura e a condenação à morte. Contudo, da cela ele conseguiu enviar e receber pequenos bilhetinhos que ficaram conhecidos por "valentines": surgiam os "bilhetinhos de amor"
SEMANA DOS AFETOS
Dia 14 de fevereiro é dia dos Namorados ou de S. Valentim… No nosso Agrupamento alargamos a ideia e vamos fazer a Semana dos Afetos. Várias são as iniciativas. A Biblioteca está envolvida em algumas.
Para receber quem visita o nosso espaço elaboramos no hall da biblioteca uma pequena exposição iconográfica de réplicas, em papel, de lenços de namorados. A "bordadeira" foi a Olga! Vejam como ficaram:
Propusemos aos alunos do 2º ciclo e do 7º ano corrigirem os erros ortográficos dos lenços de namorados… Forma de chamar a atenção para dois aspetos: uma forma de património e a baixa literacia das pessoas que elaboravam estas pequenas obras de arte. Já chegaram algumas das correções… Depois divulgaremos os trabalhos.
Entretanto o nosso Clube de Leitura anda a ensaiar uns poemas de amor…
Vai ser uma semana repleta de atividades!
domingo, 27 de janeiro de 2019
Para que a memória não se apague e a História não se repita!
Deixamos um poema de Primo Levi:
Vós que viveis tranquilos
Nas vossas casas aquecidas,
Vós que encontrais regressando à noite
Comida quente e rostos amigos:
Considerai se isto é um homem
Quem trabalha na lama
Quem não conhece a paz
Quem luta por meio pão
Quem morre por um sim ou por um não.
Considerai se isto é uma mulher,
Sem cabelo e sem nome
Sem mais força para recordar
Vazios os olhos e frio o regaço
Como uma rã no Inverno.
Meditai que isto aconteceu:
Recomendo-vos estas palavras.
Esculpi-as no vosso coração
Estando em casa, andando pela rua,
Ao deitar-vos e ao levantar-vos;
Repeti-as aos vossos filhos.
Ou que desmorone a vossa casa,
Que a doença vos entrave,
Que os vossos filhos vos virem a cara.
É importante assinalar o dia 27 de janeiro de cada ano: dia da libertação do campo de concentração de Auschwitz, o dia que se escolheu para homenagear a
Memória das Vítimas do Holocausto.
Na nossa escola nunca deixamos de assinalar esse momento marcante do nosso passado recente: a memória não pode ser apagada! Sobretudo porque, infelizmente, outros holocaustos e genocídios aconteceram depois deste.
Deixamos um poema de Primo Levi:
Vós que viveis tranquilosNas vossas casas aquecidas,
Vós que encontrais regressando à noite
Comida quente e rostos amigos:
Considerai se isto é um homem
Quem trabalha na lama
Quem não conhece a paz
Quem luta por meio pão
Quem morre por um sim ou por um não.
Considerai se isto é uma mulher,
Sem cabelo e sem nome
Sem mais força para recordar
Vazios os olhos e frio o regaço
Como uma rã no Inverno.

Meditai que isto aconteceu:
Recomendo-vos estas palavras.
Esculpi-as no vosso coração
Estando em casa, andando pela rua,
Ao deitar-vos e ao levantar-vos;
Repeti-as aos vossos filhos.
Ou que desmorone a vossa casa,
Que a doença vos entrave,
Que os vossos filhos vos virem a cara.
(in Se isto é um homem, tradução de Simonetta Cabrita Neto)
Etiquetas:
Dia em Memória das Vítimas do Holocausto
Subscrever:
Mensagens (Atom)







